terça-feira, 31 de agosto de 2010

NÃO SONHO MAIS


Hoje eu sonhei contigo, tanta desdita, amor nem te digo
Tanto castigo que eu tava aflita de te contar
Foi um sonho medonho desses que às vezes a gente sonha
E baba na fronha, e se urina toda e quer sufocar


Meu amor vi chegando um trem de candango
Formando um bando mas que era
um bando de orangotango pra te pegar
Vinha nego humilhado, vinha morto-vivo, vinha flagelado
De tudo que é lado vinha um bom motivo pra te esfolar


Quanto mais tu corria mais tu ficava, mais atolava
Mais te sujava, amor, tu fedia, empesteava o ar
Tu que foi tão valente chorou pra gente, pediu piedade
E, olha que maldade, me deu vontade de gargalhar
Ao pé da ribanceira acabou-se a liça e escarrei-te inteira


A tua carniça e tinha justiça nesse escarrar
Te rasgamo a carcaça, descendo a ripa, viramo as tripas
Comendo os ovos, ai, e aquele povo pôs-se a canta

Foi um sonho medonho desses que às vezes a gente sonha
E baba na fronha e se urina toda e já não tem paz
Pois eu sonhei contigo e caí da cama
Ai, amor, não briga, ai, não me castiga
Ai, diz que me ama e eu não sonho mais


(Chico Buarque)

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

CALDEIRÃO DOS MITOS

Eu vi o céu à meia-noite
Se avermelhando num clarão
Como incêndio anunciado
No Apocalipse de São João
Porém não era nada disso
Era um Corisco, era um Lampião

Eu vi um risco nos espaços
Era um revoo do sanhaçu
Eu vi o dia amanhecendo
No ronco do maracatú

Não era lança de São Jorge
Era o espinho do mandacarú

Vi um profeta conduzindo
Dos arraiás às multidões
Pra construir um chão sagrado
Com espingardas e facões
Não foi Moisés na Palestina
Foi Conselheiro andando nos sertões

Eu vi o som na escadaria
Dó, ré, mi, fá, sol, lá, si, dó
Não era o eco das trombetas
De Josué e Jericó

Era um fole de oito baixos
A tocar numa noite de forró
Vi um magrelo amarelado
Passando a perna no patrão
Não foi ninguém da Inglaterra

Nem de Paris, nem do Japão
Era o Pedro Malasartes
Era João Grilo e era Cancan
Eu vi o sol ao meio-dia
No meio do chão do Ceará
Não era o coro dos Arcanjos
Nem era a voz de Jeová

Era uma cascavel armando o bote
Balançando o maracá

Vi uma mão fazer o barro
Um homem forte
Um homem nu
Um homem branco como eu
Um homem preto como tu

Porém não foi a mão de Deus
Foi Vitalino de Caruaru

(Braúlio Tavares)

domingo, 29 de agosto de 2010

PALAVRA - CHAVE

"O amanhã pertence a Deus"(Luiza Pinto Moura)

EPITÁFIO


Devia ter amado mais

Ter chorado mais

Ter visto o sol nascer

Devia ter arriscado mais

Até errado mais

Ter feito o que eu queria fazer

Queria ter aceitado as pessoas com elas são

Cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração

O acaso vai me proteger

Enquanto eu andar distraído

O acaso vai me proteger

Enquanto eu andar...

Devia ter complicado menos

Trabalhado menos

Ter visto o sol se pôr

Devia ter me importado menos

Com problemas pequenos

Ter morrido de amor

Queria ter aceitado a vida com ela é

A cada um cabe a alegria e a tristeza que vier

O acaso vai me proteger

Enquanto eu andar distraído

O acaso vai me proteger

Enquanto eu andar...

Devia ter complicado menos

Trabalhado menos

Ter visto sol se pôr

(Titãs)


sábado, 28 de agosto de 2010

COMPRANDO CONCIÊNÇA

Um político tarimbado,
raposa véia de ação,
ganhador de eleição,
um enganador safado,
desses que fala incangado...
entrou no bar da pracinha
de numa cidadezinha
e gritou:-quem quer cachaça?
quem quiser bebe de graça,
hoje a conta vai ser minha!

Passou a tarde todinha
pagando cana e falando
e 'os bebo' se embriagando
e bebendo tudo que vinha.
e ele dizendo que tinha
dinheiro pra se manter
influencia nos puder,
e outras qualidades dele,
e que quem votasse nele
não ia se arrepender.

Prometeu pra Zé Jumento
Um milheiro de tijolo,
E pra Manezin do Bolo
Quatro saca de cimento.
Prometeu comprar um cento
De ripa pra Zé Migué,
Um sacolão pra Mané,
Remédio pra Zé de Bana,
E tome promessa e cana,
Risada, fuzaca e mé.

No “mei” da farra e da loa
Um menino entrou no bar
Começou a espiar
E viu aquela pessoa
Que tomou uma das boa
E tava estendido no chão
Perto do pé do balcão.
Esse bebo esparramado
Era o pai desse coitado
Que ninguém deu atenção.

Nem viram o menino entrar,
E quando ele foi entrando
Ficou num canto esperando
Pra ver o pai acordar
E ele ficou a escutar
As conversa do doutor
Que naquele seu furor
Nem via as águas caindo
Dos zói daquele menino
Que chorava de amor.

Nesse instante, do outro lado
Ouviu-se de lá da esquina
Um apito da buzina
De um motão avermeiado.
Um amigo do deputado
Passando pela tangencia
Pra marcar sua presença
Gritou sem descer da moto:
-Tu ta aí comprando voto,
Ou pagando pinitencia

Foi um momento bonito
Quando o povo calou-se
E o menino levantou-se
E respondeu com um grito
Mas forte do que o apito.
Do fundo da inocência.
Delatou a intransigência
Quando olhou pro pai no chão
E disse de supetão!
TA COMPRANDO CONSCIÊNCIA.
(José Acaci)

DEPOIS DE 20 ANOS DE TRABALHO - SERÁ QUE ALGO MUDOU?

No começo todas às escolas funcionavam com uma equipe de trabalhadores, um para cada função, podíamos assim dizer, até que resolveram passar adiante outras firmas contratando demais funcionários. E naquela época já havia os escolhidos, só ficam aqueles que Seu Sicrano quer, as notas eram camufladas. E mesmo , agora não é diferente, o SINTEPE, lutou pelo direito a eleição direta para diretores de Escolas, mas os apadrinhados permaneceram e acontece que se não faço a que o político X quer? FORA!

Saiu, governo, mudou governo e o carro não caminhou muito, pois às contratações de funcionários administrativos ainda existe. Vinte anos se passaram, não ouvi, nem se quer falar em concursos para serviços gerais ou mesmo merendeiras, mas para que , se nós fazemos estes mesmos serviços?

Neste periódo EDUCAÇÃO, está em alta. Todo candidato quer ser o pai da criança...e aja DNA!
Lembro-me perfeitamente da X Conferência de Educação, realizada pelo SINTEPE- CNTE - pré campanha eleitoral, Eduardo Campos de um lado e Humberto Costa do outro, prometendo mundo e fundos. Um atirando pedra no outro... e Edilson indignado porque não tinha sido convidado ... Bem fez o Dem que não apareceu. Educação é prioridade.

Quantas acusações,ao pobre Humberto, mas campanha política no nosso país é isso: ESQUEÇO PLANOS DE GOVERNO e procuro atingir a vida pessoal do outro candidato e se não posso ser melhor, junto-me a ele e ... como diria Bóris Casoy: ISSO É UMA VERGONHA!

Sim, mas a Educação do nosso Estado com vai? Para que eu não esqueça recebo quase que diariamente boletins informativos.Este é o governo da transparência. Mas gostaria de saber, por que esqueceram de mim? Dentro de seis anos, não participei de nenhuma capacitação(exceto o GESTAR - em sete meses alinhavados!) que pudesse melhorar minha conduta enquanto profissional em Educação.

Neste tempo de eleição todos querem ser o PAI da Educação...Recomeçarei do começo... Engraçado, não? Acorda, meu povo, se o seu voto é BRANCO, mostra sua indignação a tantos
ZÉs- PROMESSAS(Você pode até ficar, mas não com tanto aceitação).
Diz a essa gente que povo, Nordestino, não é BESTA!

ABC DO PREGUIÇOSO


Marido se alevanta e vai armá um mundé
Prá pegá uma paca gorda prá nóis fazê um sarapaté
Aroeira é pau pesado, num é minha véia?
Cai e machuca meu pé e ai d´eu sodade
Marido se alevanta e vai na casa da sua avó buscá
A ispingarda dela procê caçá um mocó
E que no lajedo tem cobra braba, num é minha véia?
Me pica e fica pió e ai deu sodade
Entonce marido se alevanta e caçá uma siriema
Nóis come a carne dela e faiz uma bassora das pena
Ai quem dera tá agora num é minha véia
Nos braço de uma roxa morena e ai d´eu sodade
Sujeito te alevanta e vai na venda do venderão
Comprá uma carne gorda prá nois fazê um pirão
É que eu num tenho mais dinheiro num é minha véia?
Fiado num compro não, e ai d´eu sodade
Entonce marido se alevanta e vai na venda do venderim
Comprá deiz metro de chita prá fazê rôpa pros nossos fiim
Ai dentro tem um colchão véio, num é minha véia?
Desmancha e faiz umas carça prá mim e ai d´eu sodade
Disgramado se alevanta e deixa de ser preguiçoso
O homi que num trabáia num pode cumê gostoso
É que trabáia é muito bom, num é minha véia?
Mas é um pouco arriscoso e ai d´eu sodade
Entonce marido se alevanta e vem tomá um mingau
Que é prá criá sustança prá nóis fazê um calamengal
Brincadêra de manhã cedo, num é minha véia?
Arrisca quebrá o pau e ai d´eu sodade
Marido seu disgraçado tu ai de morrê
Cachorro ai de ti lati e urubu ai de ti cumê
Se eu subesse disso tudo, num minha véia?
Eu num casava cum ocê e ai deu sodade

(Xangai)

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

5s - MUTIRÃO DA LIMPEZA NA ESCOLA

I turno - Alguns professores e a coordenadora do 5S profª Eliane
Profª e alunos
Eles fizeram a diferença, parabéns a todos os paticipantes

Hoje, alunos, professores e funcionários da Escola Professor Donino formaram o mutirão da limpeza fazendo acontecer o compromisso firmando entre o GRUPO MOURA e todos que decidiram abraçar mais uma vez o PROJETO 5 S.

A escola começou o seu primeiro momento com entusiasmo, músicas, danças e muitos abraços pela alegria do encontro. Em seguida a distribuição das tarefas. Equipes formadas por professores coordenadores e alunos colaboradores.

Todos os funcionários da Escola organizaram os departamentos, fichários e outras dependências deixando a nossa escola com um aspecto mais brilhante.

No primeiro turno a lavagem das salas e das cadeiras, no segundo a lavagem dos corredores, e parte da ordenação ficou com o terceiro turno.

Como participante do primeiro momento, repito o que disseram-me os alunos:"E, não é ,que valeu a pena ter participado..?

A escola, do jeito que imaginamos no compromisso firmado no Projeto: "A escola que temos, a escola que queremos", essa escola que só é possível quando aprendemos o mais alto dos 5s - o senso de auto-disciplina Se vocês não o compreenderem não alcançaremos nenhum objetivo. É preciso que juntos estejamos nesse compromisso para que possamos colher bons frutos, isto é , possamos ter melhor desempenho e qualificação.

Então, BRAVA, GENTE BRASILEIRA!

(Luiza Pinto Moura)

terça-feira, 24 de agosto de 2010

TEATRO NA ESCOLA - SÍTIO DO PICA- PAU AMARELO

O NARRADOR:
VICTOR HUGO
Emília

Visconde de Sabugosa
Narizinho
Tio Barnabé
Dona Benta

Alunos da 6ª Série - Profª Luiza Pinto Moura - Semana do FOLCLORE

TEATRO NA ESCOLA

lenda do uirapuru
o elenco



Mula-sem-cabeça e saci-pererê

vovó contando histórias
café no sítio

domingo, 22 de agosto de 2010

GENTE, FOTOS & FATOS

FREVO- A alegria é contagiante
Em Belo jardim, artesanato reciclado. O luxo que vem do lixo.


Bezerros, desfile dos Papangús
O Lira da Tarde - Pesqueira
Maracatu em Olinda
José Joaquim da Sliva. Zézinho de Tracunhaém
tem um atélier mostrando os seus trabalhos
Pastoril



DIA 22 DE AGOSTO DIA DO FOLCLORE

Folclore é a tradição de um povo contada em verso, em prosa e nos diferentes registros, mesmo que seja mamulengo, é Cultura Popular. (Luiza Pinto Moura)

Espero que às dicas postadas tenham sido úteis no seu pensar e na sua prática. Recriar é fazer um novo começo.Bom domingo! Muita PAZ!
(Luiza Pinto Moura)

MULHER NOVA, BONITA E CARINHOSA FAZ O HOMEM GEMER SEM SENTIR DOR


Numa luta de gregos e troianos
Por Helena, a mulher de Menelau
Conta a história de um cavalo de pau
Terminava uma guerra de dez anos
Menelau, o maior dos espartanos
Venceu Páris, o grande sedutor
Humilhando a família de Heitor
Em defesa da honra caprichosa
Mulher nova, bonita e carinhosa
Faz o homem gemer sem sentir dor

Alexandre figura desumana
Fundador da famosa Alexandria
Conquistava na Grécia e destruía
Quase toda a população Tebana
A beleza atrativa de Roxana
Dominava o maior conquistador
E depois de vencê-la, o vencedor
Entregou-se à pagã mais que formosa
Mulher nova bonita e carinhosa
Faz um homem gemer sem sentir dor

A mulher tem na face dois brilhantes
Condutores fiéis do seu destino
Quem não ama o sorriso feminino
Desconhece a poesia de Cervantes
A bravura dos grandes navegantes
Enfrentando a procela em seu furor
Se não fosse a mulher mimosa flor
A história seria mentirosa
Mulher nova, bonita e carinhosa
Faz o homem gemer sem sentir dor

Virgulino Ferreira, o Lampião
Bandoleiro das selvas nordestinas
Sem temer a perigo nem ruínas
Foi o rei do cangaço no sertão
Mas um dia sentiu no coração
O feitiço atrativo do amor
A mulata da terra do condor
Dominava uma fera perigosa
Mulher nova, bonita e carinhosa
Faz o homem gemer sem sentir dor
(Amelinha)


ATIVIDADES
1) O poema, em cada estrofe, desenvolve histórias que são argumentos para uma ideia fixa.Qual é essa ideia?

2) Vocês acham que alguns dos adjetivos do título refrão é dispensável, na composição do poeta?

3)Que tipo de homem o poeta apresenta? qualidades são enfatizadas?
4) Vamos estudar agora os versos, organizados em 4 estrofes.
a) A métrica dos versos é regular?
b) As estrofes são regulares?
c) Qual é o esquema de rimas?

5) O que vocês acharam da linguagem do poema? Há vocábulos desconhecidos de vocês? Nesse caso, são desconhecidos porque são regionais? Ou são apenas poucos usados?

6) Como vocês podem observar por esse poema, é um engano, pensar que o cordelista é pessoa inculta. Nem sempre a falta de escola quer dizer falta de leitura e desconhecimento de páginas da história e da mitologia. Otacílio Batista Patriota nos fala de episódios da história universal recheados,em muitos casos, pelos séculos de tradição oral


Dividam -se em grupos e procurem pesquisar:
a) As histórias do Cavalo de Tróia, de Alexandre, o Grande; e de lampião. Procurem enfatizar os dados que confirmem o refrão deste poema.

b)As razões pelas quais ele cita Cervantes. O ponto de partida, nesse caso, é sua obra Dom Quixote, onde aparece uma figura feminina importante.


Além dos professores de Literatura, podem ajudá-los os professores de de História. A Internet pode ajudar também. Tragam para apresentar às informações obtidas. Se possível, tragam imagens para tornar suas exposições mais interessantes ainda

(Programa de Gestão da Aprendizagem Escolar - Gestar II. Língua Portuguesa. Caderno de Teoria e Prática 3 .TP 3. Versão do Aluno. Gêneros e Tipos Textuais. Brasília: Ministério da Educação, Secretária de Educação Básica, pág. 53 a 55, 2008.)

SATANÁS TRABALHANDO NO ROÇADO DE SÃO PEDRO

O homem que é poeta
Dorme tarde, acorda cedo
Embora não rime bem
Eu vou traçar o enredo
Do Satanás trabalhando
No roçado de São Pedro

É uma pequena história
Há muito tempo passado
Que não me lembro da era
E nem se foi inventada
No tempo que Satanás
Trabalhava na enxada

Dizem que o Satanás
Botou um grande roçado
E danou-se a trabalhar
Que ficou todo suado
Quase morria de fome
E não tirou resultado

Naquele tempo São Pedro
Levava uma vida dura
Trabalhando na enxada
Cultivando agricultura
e tudo quanto plantava
Chegava uma grande fartura

Satanás era disposto
E na enxada era macho
Trabalhava com vontade
de ver São Pedro por baixo
Mas todo seu sacifício
Vai descer d'água abaixo

(José Costa Leite)

(Programa de Gestão da Aprendizagem Escolar - Gestar II. Língua Portuguesa. Caderno de Teoria e Prática 3 .TP 3. Gêneros e Tipos Textuais. Brasília: Ministério da Educação, Secretária de Educação Básica, pág. 76 e 78, 2008.)

GÊNERO TEXTUAL : CORDEL

O Cordel é uma atividade de contar histórias que vem desde a Idade Média e, no Brasil é muito mais difundido na Região Nordeste do que em outras partes.

O nome CORDEL teve origem em Portugal, na Idade Média, porque os folhetos ficavam pendurados por cordões ou barbantes, em exposição. O mesmo hábito - e nome - continuou nas feiras do Nordeste brasileiro, onde ao mesmo tempo que os folhetos são vendidos, os versos são declamados.

Nesses textos. um narrador, geralmente anônimo, conta suas experiências para transmitir um ensinamento moral, uma sugestão de vida. O anonimato foi uma característica histórica que ao longo do tempo foi se perdendo e hoje não é mais relevante.

(Programa de Gestão da Aprendizagem Escolar - Gestar II. Língua Portuguesa. Caderno de Teoria e Prática 3 .TP 3. Gêneros e Tipos Textuais. Brasília: Ministério da Educação, Secretária de Educação Básica, pág. 76, 2008.)

sábado, 21 de agosto de 2010

XOTE DAS MENINAS


Mandacaru
Quando fulora na seca
É o siná que a chuva chega
No sertão
Toda menina que enjôa
Da boneca
É siná que o amor
Já chegou no coração...

Meia comprida
Não quer mais sapato baixo
Vestido bem cintado
Não quer mais vestir chitão...

Ela só quer
Só pensa em namorar
Ela só quer
Só pensa em namorar...

De manhã cedo já tá pintada
Só vive suspirando
Sonhando acordada
O pai leva ao dotô
A filha adoentada
Não come, nem estuda
Não dorme, não quer nada...

Ela só quer
Só pensa em namorar
Ela só quer
Só pensa em namorar...

Mas o dotô nem examina
Chamando o pai do lado
Lhe diz logo em surdina
Que o mal é da idade
Que prá tal menina
Não tem um só remédio
Em toda medicina...

Ela só quer
Só pensa em namorar
Ela só quer
Só pensa em namorar...

Mandacaru
Quando fulora na seca
É o sinal que a chuva chega
No sertão
Toda menina que enjôa
Da boneca
É sinal que o amor
Já chegou no coração...

Meia comprida
Não quer mais sapato baixo
Vestido bem cintado
Não quer mais vestir de mão...

Ela só quer
Só pensa em namorar
Ela só quer
Só pensa em namorar...

De manhã cedo já está pintada
Só vive suspirando
Sonhando acordada
O pai leva ao doutor
A filha adoentada
Não come, num estuda
Num dorme, num quer nada...

Porque ela só quer, hum!
Porque ela só quer
Só pensa em namorar...

Mas o doutô nem examina
Chamando o pai do lado
Lhe diz logo em surdina
Que o mal é da idade
E que prá tal menina
Não tem um só remédio
Em toda medicina...

Porque ela só quer,
oh! Mas porque ela só quer, ai!
Mas porque ela só quer Oi, oi, oi!
Ela só quer Só pensa em namorar
Mas porque ela só quer
Só pensa em namorar
Ela só quer
Só pensa em namorar...
(Luíz Gonzaga - Zé Dantas)


TRABALHANDO A MÚSICA(LETRA)

1.0 Análise do texto/ leitura de Imagem/Relação mundo moderno - mundo antigo 2.0 Ouvir a música/ ler o texto (jogral, individual) / cantar
3.0 Coreógrafia/ A linguagem coloquial / A linguagem padrão.

Essa faz parte do NORDESTE - PERNAMBUCO - BRASIL
(Luiza Pinto Moura , Agosto, 2010)

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

PROVÉRBIOS POPULARES


1.0 PRODUÇÃO TEXTUAL
1.1 Em grupo: Seis alunos produzirão provérbios e explicarão os conteúdos.
1.2 Leitura diversificada: em forma de jogral, coletiva, mímica ou outras formas de apresentações
1.3 TEMPO ESTIMADO: 2 aulas para produção; 2 aulas para apresentações.


É na necessidade que se conhece o amigo.

Mais vale um pássaro na mão do que cem voando.

Pense duas vezes antes de agir.
Depois da tormenta, sempre vem a bonança.

Aprenda todas as regras e transgrida algumas.

De grão em grão, a galinha enche o papo.

Não há bem que sempre dure, nem mal que nunca se acabe.

Não confie na sorte. O triunfo nasce da luta.

Dizei-me com quem andas e eu te direi quem és.

A união faz a força.

Se cair, do chão não passa.

Aqui se faz, aqui se paga.

Os últimos serão os primeiros.

Quem tem boca vai a Roma.

Pense rápido, fale devagar.

Melhor um pardal na mão do que um pombo no telhado.

É melhor prevenir do que remediar.

À noite todos os gatos são pardos.

Quem não tem cão caça com gato.

Uma andorinha só não faz verão.

Dia de muito, véspera de pouco.

Desgraça pouco é bobagem.

Papagaio come milho, periquito leva fama.

Os melhores homens são os que as mulheres julgam melhores.

Falar é prata, calar é ouro.

Nunca puxe o tapete dos outros, afinal você também pode estar em cima dele.

Quem tudo quer, tudo perde.

Devagar se vai longe.

Agora, Inês é morta.

Em rio que tem piranha, jacaré nada de costas ____________________________________________________________
Terra de cego, quem tem um olho é rei.
____________________________________________________________
Quem ama o feio, o bonito lhe parece.
____________________________________________________________

(Luiza Pinto Moura, Agosto, 2010)

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

MISSA DE SÉTIMO DIA


Não quero lhe falar
Meu grande amor
Das coisas que aprendi
Nos discos...

Quero lhe contar
Como eu vivi
E tudo o que
Aconteceu comigo
Viver é melhor que sonhar
E eu sei que o amor
É uma coisa boa
*23.01.1976
+12.08.2010
Belchior

Saudades dos seus pais, filha, irmãos ,
parentes e amigos
LEIDSON ARAÚJO FREITAS